Um dia frio, um bom lugar pra ler um livro…

Nos relacionamentos sempre existem um divisor de águas. Digo, para a mulher, sempre vai existir aquele homem que é referência em sua vida, independente do que sobrou dessa relação. Particularmente tenho alguém que é referência TOP para todos os assuntos ruins. E isso nem tem a ver com gostar dele mais do que tudo no universo. Não sei por que motivo, ninguém foi tão prejudicial à minha saúde emocional quanto ele. No entanto, nada mais no mundo parece ser tão perfeito quando o assunto é sexo.

Não sei qual é a fórmula. Não sei por que tudo parece tão harmonioso. Nenhum outro corpo se encaixa tão perfeitamente ao seu. Não sei se é o universo conspirando. Não sei se é karma. Não sei se é intimidade. Não sei se é química… Mas, sempre tenho a sensação que está faltando alguma coisa quando estou com outra pessoa.

Outro dia eu estava meio decepcionada. Um fulaninho que veio aqui. Desde então prometi a mim mesma que nunca mais traria alguém à minha casa, já que não tenho a opção de ir embora. Ele era ótimo, me diverti a beça, mas… Nada mais que um colega divertido. A noite foi longa… No outro dia eu estava com aquela sensação estranha de que tudo foi mais ou menos e que fiz parte do meu pior pesadelo: dormir mal, com um “estranho” que tomou conta da minha cama e da minha coberta. E, porra, não tinha nem o cheiro gostoso. Uó. Vamos virar essa página, por favor.

No entanto, num dia frio, num bom lugar para ler um livro, alguém chamou minha atenção. Aliás, alguém que sempre chamou minha atenção. Alguma coisa nele mexe com os meus sentidos, como se tudo nele a gente tivesse vontade de experimentar. Não é amor, não é amizade, ele não é muito legal e eu não sei nada direito sobre ele. Ele é aquele tipo que a gente quer chegar perto. E era com ele que eu queria estar. Quebrei a minha promessa e o trouxe aqui. Minha casa, meu mundo, minha cama, meu bom lugar para ler um livro e ele. Não lembro o que a gente conversou. Lembro das músicas que a gente ouviu…e lembro que eu queria que ele ficasse. Os sorrisos eram na hora certa. As mãos sabiam sua hora, seu lugar e aonde ir. Eu estava apaixonada. Eu estava apaixonada por mim…por ele, pela música, pelo vinho, pela minha cama que estava maravilhosa, pela graça dos detalhes, pela sutileza de duas pessoas que queriam estar juntas naquele momento. Dormi com preguiça de acordar e sem saber por que eu tinha que levantar. Fica mais? Passa o dia comigo? Por que ele tem que ir?

Os dias passaram e eu o queria de novo. E de novo. E de novo.

Achei esquisito não ter aquela sensação de que algo estava faltando. O comparei com o TOP, e tinha certeza que o TOP me provaria por A+B, que ele sempre foi o maioral e que sou facilmente influenciável por olhares lindos e momentos apaixonantes, que o outro me deu.

Daí que fui encontrar o TOP. Foi tudo TOP. Tudo perfeito. Era ele, gente! Nessas horas eu sempre tenho certeza de que ele é o amor da minha vida e que isso não vai mudar nunca. Só teve UM problema: foi a primeira vez, com ele, que senti que estava faltando alguma coisa. Quero ir embora dormir sozinha.

Quero meus dias frios de volta.

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Sempre teremos Bali

Histórias de amor. Cada uma com suas particularidades. Alguns planejam os nomes dos seus futuros filhos, o casamento ou alguma outra forma bonita – porque histórias de amor devem ser bonitas –  de escrever o “felizes para sempre”.

Uma vez minha história se passaria em Bali. Um dia, eu e o amor da minha vida, iríamos juntos para lá, e no meio daquele cenário paradisíaco teríamos o momento mais mágico da nossa história. Dos planos, não lembro os detalhes, mas o sonho virou parte da nossa realidade: um dia iríamos a Bali. Certeza.

Aquela história de amor acabou, e Bali ficou guardada na estante.

Houve outras histórias, outros cenários. Alguns influenciados por filmes e livros, que ajudam a imaginação. Quem nunca sonhou com Paris ou Barcelona após assistir a algum Woody Allen? Quem nunca sonhou em transformar sua história de amor na mais linda de todas? E seremos felizes para sempre, claro. Porque todo mundo quer ser feliz para sempre com o amor da sua vida, e não custa nada que seja um pouquinho em Paris. Ou seja lá onde for.

Minhas últimas histórias não sobreviveram a tempo de programar ou imaginar cenários. Dia desses vi umas imagens de Bali e lembrei da história guardada na estante. Senti falta do coração aquecido. Como uma boa romântica, sou nostálgica, mas não sinto falta do passado exatamente. Sinto falta de viver histórias de amor, dessas que nos dão asas para sonhar, e, quem sabe, realizar. Dessas que enchem o coração da gente de esperança e de conseguir ver o céu sempre azul ou sempre cheio de estrelas – e ser piegas sem a menor vergonha.

É difícil encontrar alguém que saiba voar com a gente. Normalmente acho que sabendo voar, posso levar o outro comigo. Faço de mim a protagonista e tento fazer do outro apenas mais uma peça do cenário para que meu sonho seja realizado. Pobre garota… Não é assim que funciona. Se o outro não quer, não sabe, não pode, não é você que lhe fará voar. Histórias de amor não são escritas com antecedência. Bem, não assim sozinha.

Coloquei Bali de volta na estante.

Seria mais fácil escolher os nomes das crianças?

Nostalgia

Dia 6: Uma foto que te dá saudade

Para quem hoje assiste “A turma do Didi” (ainda existe?), nem imagina a frustração de quem adorava Os Trapalhões. Primeiro, porque eles eram tudo que a gente tinha em relação à TV e cinema. E para TODAS as idades. Eu nunca iria imaginar que “Os Trapalhões na guerra dos planetas” era uma sátira à “Guerra nas estrelas”. Aliás, o que era “Guerra nas estrelas”? Não lembro de ter acesso ao mundo exterior. Não lembro muito da minha infância, mas lembro da ansiedade de assisti-los na TV, e mais ainda no cinema. Minha mãe ficava tão ansiosa quanto eu. Eles eram, ao mesmo tempo, desde nossa Xuxa até nossos George Lucas ou Steven Spielberg da vida.

Uma pena ter que lembrar do passado como se fosse o melhor de todos os tempos. Culturalmente tenho a impressão de que cresci em tempos melhores que minha filha. Fico lhe imaginando assistindo “Sítio do Pica-pau Amarelo” ou brincando de roda. Marina NÃO SABE cantar “Atirei o pau no gato”, gente. Um clássico! Bem, até sabe arranhar um pouquinho, porque ouviu não-sei-onde com não-sei-quem, que era amigo de não-faço-ideia. Mas saber, sabeeeeeeer, não sabe.

No entanto, mesmo um pouco nostálgica (e um pouquinho frustrada), devo reconhecer que com quatro anos minha filha tem acesso a muito mais informações do que eu quando tinha quinze. Complicado é conseguir manter um filtro que jogue fora o que não presta. Fico orgulhosa quando lhe ouço cantarolando algo que costumo ouvir, e morro de desgosto quando canta (AND dança!) pérolas como “Ai, se eu te pego…”. E penso: “quem me dera lhe ensinar só o que pode”. Mas, ainda bem que não posso! Ainda bem que existe um mundo muito além de mim e do que imagino.

Sim, sinto falta dos Trapalhões, mas vamos deixar isso para minha psicóloga ou para trocar ideias na próxima palestra sobre “a influência do passado nos dias de hoje”? Porque, sentir falta do passado… ahhh, isso eu não sinto não, senhora. Se minha filha quer cantar “Ai, se eu te pego”, que cante, mas que saiba a diferença/tenha noção do que é bom ou ruim. Não é para isso que estou aqui? Assistir aos Trapalhões era maravilhoso, mas passado só é bom pra gente saber quem a gente é. O lugar dele é no banco de trás.

Quem tem barco a motor, não insiste em usar os remos. Né, Renato?

Não se admire se um dia um beija-flor invadir…

beija-flor

Hoje eu abri a porta e um beija-flor entrou em casa. Ficou voando, voando…e eu admirando aquela cena inédita, rindo, achando lindo um beija-flor voando por dentro da minha casa.

De repente meu coração apertou, e achei que ele havia me mandado um beijo, para matar o desejo dessa saudade sem fim. Então resolvi ligar, para dizer que estou aqui, que não acho a menor graça desse meu eu-sem-você, que também tenho saudade e que uma hora tudo vai ficar bem.

Daí que hoje é terça-feira, horário comercial e as pessoas têm mais o que fazer e ocupar a mente. Isso de “beija-flor invadir a porta da sua casa” faz parte do meu coração poético, que acredita no amor sem palavras, idealizado,  em sinais do cosmos… essas coisas, sabe? Mas, meu relógio diz que hoje é terça-feira demais, normal demais, real demais.

Não liguei.

Acho que to ouvindo muito Fábio Jr.

Ou minha mente anda muito vazia. Tic-tac.

Drops

 

Todo mundo percebeu que virei dona de casa, né? Não sei vocês, mas EU fico chocada.

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Sou uma péssima amiga, eu sei, e nem to fazendo charme. Sou super ausente. Não ligo para ninguém, não visito, sumo do mapa. Não é falta de tempo…eu tenho tempo para procurar as pessoas… Mas, posso dizer algo muito cafa em minha defesa? O problema está comigo. Não é que eu não me importe ou que faça pouco caso. Tá, eu sei que parece super pouco caso… Mas eu cheguei à conclusão que sou esquisita mesmo. Então, da próxima vez que você pensar “nossa, que mal educada” ou “nossa, que falta de consideração”, resuma em “nossa, que esquisita”. Serião.

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Meu irmão (Felipe) foi para SP. Na estrada resolveu parar num boteco pra lanchar. E naquela estrada longa, entre milhares e milhares de botecos e restaurantes de beira de estrada, quem estava lá? Quem? Quem?

MARCO TÚLIO (todo resto da banda e produção).

TÔ FALANDO S-É-R-I-O.

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Ontem, naquele calorzinho que só o inferno deve ter, às 17:00 faltou luz aqui na rua. Liguei para Ampla e eles disseram que já estavam mandando um carro URGENTE. O “carro” só chegou hoje às 15:00.

Acabou a história.

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Tá, eu sou esquisita, ausente, coisa e tal… Mas, posso dizer outra coisa super cafa? Vocês não têm noção de como eu gosto de vocês e de como às vezes (!) sinto saudades.

É sério, pô.

Saudade

Saudade não é uma vontade que dá e passa. Quanto mais passa, mais saudade. A gente pensa que está com saudade quando ainda sente o cheirinho no travesseiro de manhã… Daí a gente percebe que sente muuuuuuito mais quando passam os dias e o cheirinho acaba. A gente pensa que está com saudade quando o telefone toca e quer perto aquela voz que acalma o seu dia… Daí a gente percebe que sente muito, mas muuuuito mais quando passam os dias e o telefone não toca. A gente pensa que está com saudade quando conta os minutos para a hora passar… Daí a gente percebe que sente muito, muito mais quando já não sabe mais onde encontrar.

Chega de saudade?

Saudade