Um suquinho

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Sabe quando você está com aquela vontadezinha de comer alguma coisa e não sabe o que é? Sou eu, com vontade de escrever. Alguma coisinha, lá no fundo, me incomoda, mas… tem gosto de quê?

Acho que a preguiça de escrever vem associada à preguicinha de existir ou à incapacidade de refletir. Sabe olhar um círculo com alguém dizendo que é um quadrado? Ando concordando e achando o quadrado bonito. Que quadrado interessante. Consigo disfarçar o bocejo… E fecho com um sorriso. É isso… preguiça, meu pior pecado capital, atingiu meu cérebro.

Não vou conseguir mudar ninguém, e vice-versa. As pessoas são o que são, e um dia talvez elas cansem e pensem o mesmo a meu respeito.

Aliás, a gente muda sim. Várias vezes. A gente passa por várias fases da vida, seguindo a ordem natural, até chegar ao amadurecimento. E nesse lapso de consciência percebo que amadureci, e finalmente acho tudo uma bobagem. Nadar contra corrente é uma bobagem. Decidi explicar isso.

Entenda que não perdi meu senso de humor, mas algumas piadinhas já perderam a validade. Estou rindo mesmo é de nervoso.

O mundo perfeito não é aquele que desejo. Sou meio cansativa, velha e adoro uma moleza. Mas seria muito legal tomar um suquinho com, sei lá, Paul McCartney.

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Defeito de fábrica

Dia 4: Uma foto que represente seu maior defeito

Tenho a impressão de que falar dos próprios defeitos será, na maioria das vezes, como entrevista de emprego: conseguiremos descrevê-los sempre a nosso favor. Inclusive, porque acreditamos nisso. Todos nossos defeitos são justificados, e a imagem refletida no espelho será descrita da forma que enxergamos. Aqueles piores mesmo são feios demais para revelar e não vão combinar com nosso penteado ou com aquela velhinha que ajudamos a atravessar a rua.

Como uma autêntica criatura com defeitos de fábrica, já fui chamada de egoísta (mas quem não foi?), insensível, imprestável, dissimulada, impulsiva, irritante, implicante, metida, arrogante, soberba… Meu Deus, será que sobrará algum que eu não possa contar? Para todos esses tenho justificativas, provadas por A+B, que não é por querer e a culpa é de quem mexe com quem está quieto. Nunca seremos maus aos nossos olhos. Bom, não assim o tempo todo.

No entanto, o melhor dos piores, aquele que carregarei comigo para o túmulo e vou ter que me virar para explicar depois, é a minha PREGUIÇA. Esse é meu pecado capital. Sabe aquela preguicinha de existir? ADORO dormir com aquela sensação maravilhosa que não tenho absolutamente nada de importante para fazer no outro dia. Imaginem só: eu e Marina estamos de férias… O que, no mundo, vai nos tirar da cama antes das 14:00? ADORO acordar tarde, comprar comida pronta, pedir por telefone, mandar entregar em casa. Ainda bem que tenho uma certa neurose com arrumação, senão minha casa seria O caos. Mas, já falei que meu sonho é ter uma faxineira?

Ah! E quer saber outro mimo? Não adianta me chamar para alguma coisa em cima da hora. Nunca me animo. Preciso estar psicologicamente preparada para me arrumar e sair. Ah, é… e também sou chamada de antissocial.

Quando vai ser o dia para descrever as qualidades, hein? Esse texto não está fazendo bem à minha imagem. Se bem que…em minha defesa, posso assegurar que é muito bom dormir comigo. (rá!)

Pensando bem, vambora acordar para vida? Levanta dessa cama! O mundo está passando lá fora. Muitas festas! Muitos amigos! Olha o dia como está bonito hoje… Vá à praia, amiga! Aproveita a natureza, o sol, o mar…é verão!

Olha que eu vou, hein? Só falta saber uma coisa:

QUEM VIRÁ ME BUSCAR?

(Mas não me ligue agora, porque esse texto está previamente agendado, e, claro, estou dormindo neste exato momento)