Blá, blá, blá Wiskas Sachê

Durante a minha vida inteira me perguntei por que as pessoas não entendem uma palavra do que eu falo. Cresci, fiz Letras, aprendi a escrever e a escolher minuciosamente as palavras para que a semântica não me traísse. Aprendi a me expressar de forma correta, a escrever o que penso e sinto. Não existe vírgula errada, pontos ou parágrafos mal colocados…E mesmo assim, ainda hoje, ninguém entende uma frase completa.

Infelizmente a gente precisa que as pessoas aprendam a interpretar o que está à sua volta. Infelizmente, sim, porque o meu bem estar muitas vezes depende do que você interpreta sobre mim. É importante, sim, que as pessoas compreendam que você não é o que elas querem que você seja. Quando eu digo que estou magoada, eu estou magoada. Magoada não quer dizer frustrada, não quer dizer triste, não quer dizer coitadinha, não quer dizer com raiva, não quer dizer porra nenhuma que não seja mágoa.

Hoje, depois de uma simples frase bem dita, percebi que não é que as pessoas não entendam… elas simplesmente não ouvem o que não querem ouvir. Clichê demais isso. No entanto, isso deixa de ser clichê quando você se dá conta do que isso realmente significa.

Não adianta falar de honestidade com alguém que não tem. Não adianta usar todo seu português bem estudado ou simplesmente abrir seu coração e mostrar o quanto desonestidade te faz mal. Não adianta tentar sensibilizar as pessoas com aquilo que elas não conhecem. A máscara bem feita que elas usam para amenizar sua falta de honestidade, é a mesma que elas pensam que a gente usa para inventar um estrago.

“Não entro naquele carro idiota” e “não entro naquele carro, idiota” é a mesma coisa. It´s not a big deal!

Não perca seu tempo falando sobre (falta de) educação com alguém que não tem. Não adianta falar de felicidade com alguém infeliz. Não adianta você tentar compartilhar uma vitória com alguém que não seja bem resolvido. Do mesmo jeito que quem não tem filho não entende o esgotamento físico e emocional de quem tem.

Tentar conscientizar alguém sobre algo que ela nunca teve é muito blá, blá, blá Wiskas sachê…

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2 comentários em “Blá, blá, blá Wiskas Sachê

  1. PRECISAMENTE.

    Costumo dizer q um cristão, um judeu e um islâmico podem conversar longamente sobre Jesus Cristo (e se todos forem inteligentes e tolerantes o suficiente não vai nem sair porrada). Agora… não inventa de discutir Jesus com um ATEU. Até pra discutir a gente precisa começar concordando.

    Agora… seu problema é q os “ateus” correm atrás de você com espuma na boca… tudo isso pq CISMARAM q vc disse q “Jesus Cristo é o Senhor e os ateus tem mais q morrer”.

    (Hein?)

  2. Perfeito! Tô sentindo isso na pele, amiga. Você descreveu perfeitamente a situação. Tem um ditado, provérbio ou sei lá o quê que diz que a verdade não está na boca de quem diz, e sim no ouvido de quem ouve. É isso aí. Parabéns pelo blog. Beijinhos.

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