Bem-vindo, 2012

Ok, preciso dizer para vocês que meu ano de 2011 foi uma MERDA. Decidi começar meu texto com essa frase impactante, simplesmente porque não tinha outra forma de expressar ou definir em apenas uma frase o decorrer de um ano INTEIRO.

Comparando com problemas que atingem a humanidade, sou mero grão de areia. Mas, vocês precisam saber que, sim, as pessoas adoecem emocionalmente. Passei o ano de 2011 com a cabeça completamente fudida. Através de outros olhos ganhei vários adjetivos, todos ofensivos ou depreciativos, afinal, não fui capaz de realizar uma tarefa completa. Larguei pós-graduação, projetos, minha casa ficou às moscas e não conseguia mais trabalhar. Os remédios me ajudaram a não chorar 24h por dia, mas falhei em todas as tentativas em fazer algo por mim.

A gente não precisa de crítica negativa para ter consciência que precisar andar para frente, entende? Isso é chutar cachorro morto. Tive dias felizes, sim, mas quando não conseguia pensar em absolutamente nada sobre a minha existência. Aqueles dias que a gente conversa com alguma amiga(o) que adora sorrir. Eu também gosto! Se você se preocupa comigo, querida(o), me faça sorrir! Não fale nada que não me faça abrir um sorriso, a não ser que eu te pergunte. Aliás, isso deveria estar no estatuto dos direitos humanos.

Certa vez fui atropelada. Fiquei alguns segundos inconsciente, sem saber o que havia acontecido, no entanto percebi que estava caída no meio da rua e não conseguia levantar. Não conseguia gritar por socorro e nem me movimentar, mas tinha consciência que um outro carro poderia me atropelar de novo se não conseguisse sair dali. Alguém me ajudou, me levou para calçada… eu estava consciente, mas não sabia direito o que estava acontecendo. Dei o número da casa dos meus pais para alguém me buscar e levar ao médico, porque tudo doía. Pensaí.

Com a chegada de um novo ano, renovo meu coração de esperanças. Que eu pare de me sentir culpada por tristezas que não me pertencem. Que eu me cobre menos lealdade. Que eu não tenha necessidade de tantas verdades. Que eu mantenha serenidade com o que não entendo ou não se explica. Que eu tenha sabedoria com o que não me acrescenta. Que eu tenha paciência com a ignorância. Que eu aprenda a ver com o olhos, e menos com o coração. Que eu seja menos emotiva, sem perder a sensibilidade. E principalmente: que eu aprenda que conviver comigo mesma é super fácil. A gente nasce dinamite, e quem nos ama sabe nos manter em temperatura adequada. (li isso hoje em algum lugar)

No fundo acho que reclamo de barriga cheia, porque tenho todos os motivos para ser feliz todo dia. Não quero ser mal agradecida e nem parecer infeliz. Na verdade, em 2011 não tive motivos para ser infeliz. A angústia veio da sensação de ser sempre a pessoa errada, no lugar errado, quem sabe, no planeta errado. Acontece.

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8 comentários em “Bem-vindo, 2012

  1. Olha Dani, melhor texto que eu li para expressar o que eu tb sinto ou senti ao longo do ano de 2011. Eu era a pessoa errada, no lugar errado e vivendo a vida errada. Sem a menor sombra de duvida 2011 foi o pior ano da minha vida. Onde todos os meus projetos se afundaram, onde tive raros momentos para sorrir e muitos para chorar. Eu espero que 2012 seja diferente para todas nós. Como seu li por aí. “Que as lágrimas que eu derramei em 2011, voltem como sorrisos em 2012.” E é isso que desejo para todas nós!!! Beijos

  2. estive neste compasso, sou eu a errada, estou no lugar errado, estava deslocada de tudo que me era familiar.. engraçado.onde deveria ser o porto seguro, não era, e quando estamos assim a vontade de não fazer nada a não ser ficar deitadinha quietinha, e ninguem entende… Sorte e mais alegrias em 2012

  3. menina, acho que 2011 foi o ano mais depre do milênio pra todo mundo que conheço! Inclusive pra mim! Passei por tudo isso tb espero que 2012 renove meu espírito ( tb não sei pq acho que virar de dezembro pra janeiro iria mudar alguma coisa), pq nesse ano passei por todos os sintomas da tal da depressão que sempre julguei frescura de quem não tem o que fazer!

  4. A gente sobrevive. Mas, sabe… a gente quer muito mais do que sobreviver. Ter uma sobrevida não basta. A gente quer mais – e merece.

    Em pensar que nós é que nos privamos de nós mesmas, ou seja, nos damos menos do que deveríamos e ainda esperamos da vida nos dê mais.

    Vem cá, dá a mão. Estamos juntas! ;)

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