Presente, professora!

Ok, vamos “matar” logo esses três dias e acabar com a minha agonia. Vocês querem falar de escola? Ok, então sobre escola iremos falar.

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Dia 11: Uma foto de algo que lembre seu Ensino Fundamental

Dia 12: Uma foto que define sua faculdade, ou a que quer fazer

Dia 13: Um foto da sua profissão

Sempre odiei. Verdade. Escola, para mim, era um pesadelo. Primeiro, porque tinha que acordar cedo. Oh, Deus, por favor não! Já contei para vocês que nasci dormindo e só chorei cinco minutos depois? Outro dia conto, mas não espere que eu goste de QUALQUER COISA até, pelo menos, às 10h da manhã. Se levei cinco minutos para chorar quando nasci, você acha meu cérebro leva quanto tempo para começar a funcionar depois que meus olhos abrem? (nunca mais?)

Na verdade, apesar da minha “pouca simpatia” pela escola, não fui uma aluna-problema e nem dei trabalho a ninguém. Era boa aluna, me comportava direitinho e ganhava a simpatia de alguns professores com alguma conversa fiada. Contudo, por trás daquela menininha boazinha e simpática existia alguém que queria MORRER RÁPIDO, principalmente nas aulas de Química, Matemática e Biologia. Juro que eu sentia que meu corpo desfalecia suavemente enquanto meu cérebro virava gelatina de, sei lá… CU?

Aí, disseram que eu teria que estudar mais para ser alguém na vida. Então, depois de uma história longa e enfadonha, decidi fazer Letras. Quem gosta de escrever, ler e artes faz Português AND Literatura, claro. Lá fui eu para faculdade e foi tudo sensacional. Não acordava cedo, fazia meus horários, fora que a gente só estuda o que gosta, né? Daí, que tudo se torna bem mais fácil e interessante. Fora algumas aulas que morreram (eu não mato nada) no caminho, fui uma ÓTIMA aluna e tive excelentes notas. Obrigada, obrigada. E, apesar dos apelos das melhores amigas ever, me formei antes de todo mundo, ignorando solenemente os sentimentos daquelas atrazildas.

Mas, e agora, José? Já me formei… e aí? Sim, vá trabalhar, menina! Não foi para isso que você estudou? Sim, mas agora eu sou professora! José aponta para mim e ri: VOLTA PARA SALA DE AULA!

Sim, voltei. Mas de lá pra cá os tempos mudaram. Antes os alunos só queriam morrer… Agora eles tentam nos matar. Tá bom… Tá bom… Não vou falar sobre a probabilidade de um dia enfartar. Gosto de dar aula, e, sim, vale a pena fazer parte da história de alguém… A sensação de ter o “poder” de fazer a diferença no mundo (e por que não?) é edificante. Se não fosse o sistema (não falemos nele) eu me arriscaria em dizer que é a melhor profissão do mundo. Descobri que também há alunos inesquecíveis, e que complementam nossa história.

Mas, agora a gente pode parar de falar de escola? PORRA, EU TÔ DE FÉRIAS!

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