Dani, a puta

Desde que comprei meu telefone fixo sou surpreendida por ligações inusitadas:

– Dani?
– Sim…
– Quanto que é o programa?

Claro que esse é o exemplo mais educado… Já acordei no meio da madrugada com o outro lado da linha me perguntando por quanto saía o meu cuzinho. Normalmente eu me sentiria CORNA, mas no final só me sinto uma PUTA doméstica mesmo. Acordar no meio da madrugada com telefonemas assim de família, qual mãe não adora?

No começo achei que existia alguém no mundo nutrindo sentimentos maléficos pela minha pessoa. Depois achei que meu número havia pertencido a uma puta com o mesmo nome que o meu, mas comassim, Bial, até hoje o número é publicado nos classificados? Quase convencida de que minha vida é realmente de plástico, desvendei o mistério: o final do meu telefone é 8989. O da outra puta, ops, Dani, é 5989. Os candangos provavelmente discam errado.

Agora já posso dormir em paz. Fico feliz em saber que meu cuzinho não está sendo tão desejado por aí. Bom, não assim por tantas pessoas.

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4 comentários em “Dani, a puta

  1. Moça,

    Quando eu morava em Manaus, viviam confundindo o portão da minha casa com a do Motel logo adiante.

    Chegou num ponto em que eu nem deixava o cara perguntar mais. Só esticava o braço e apontava o Motel do outro lado da rua (isto, quando eu não cantava a mulher dentro do carro, só de pirraça).

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